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O menor índice dos três mandatos. A última pesquisa do Datafolha indicou que apenas 24% dos eleitores avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, o menor índice de sua gestão. A reprovação subiu para 41%, enquanto 32% consideram o governo regular. A pior avaliação de Lula havia sido em outubro e dezembro de 2005, durante a crise do mensalão, em seu primeiro mandato. Na época, atingiu 28% de ótimo e bom.
O que influencia a %? A lista de problemas é extensa, e o clima no Planalto ficou pesado. Entre os principais pontos levantados por assessores de Lula, estão:
- Expectativa x Realidade: Eleitores esperavam mais. O retorno de programas como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida não empolgou, pois passaram a ser vistos como obrigação.
- Bolso apertado: A inflação de alimentos e combustíveis sufoca os mais pobres e a classe média, enquanto o aumento da arrecadação do governo gera receio de novos impostos. O temor de taxação do Pix virou símbolo dessa insatisfação.
- Comunicação falha: O governo não consegue se conectar com os eleitores e perde de goleada nas redes sociais. A estratégia digital fragmentada dificulta o engajamento e a defesa da gestão.
- Política travada: Lula enfrenta dificuldades no Congresso. A velha tática de liberar emendas já não garante apoio automático, e sua relação com parlamentares tem sido mais distante do que nos primeiros mandatos.
- Ministros apagados: Nos bastidores, a avaliação é que falta um “operador político” de peso dentro do Palácio do Planalto. Diferente de outros mandatos, hoje não há ninguém com proximidade suficiente para lhe dizer “algumas verdades” ou atuar como ponte direta com o Congresso.
Por que isso importa? A queda de popularidade acende um alerta para 2026. Um dado preocupa o PT: pela primeira vez, menos de um terço do eleitorado se declara fiel ao partido.
Se esse número não for revertido até o final do ano, a avaliação entre membros é que Lula pode deixar de ser candidato no ano que vem.