O governo Trump proibiu a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de entrar nos Estados Unidos, acusando-a de envolvimento em corrupção durante seu mandato. A medida também atinge seus filhos e o ex-ministro Julio De Vido. A ex-presidente já foi condenada a seis anos de prisão e recorre na Suprema Corte. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. A ex-chefe da Casa Rosada nega as acusações e convocou um protesto para segunda-feira contra o atual governo, liderado pelo ultraliberal Javier Milei.
Em uma declaração, Rubio acusa Cristina, a arquirrival do presidente ultraliberal argentino Javier Milei, e o ex-ministro do Planejamento Julio Miguel De Vido de "participação em corrupção significativa durante seus mandatos em cargos públicos". Como resultado, eles e seus familiares próximos serão proibidos de entrar nos Estados Unidos, afirma o documento.
Ambos "abusaram de suas posições ao orquestrar e se beneficiar financeiramente de vários esquemas de suborno relacionados a contratos de obras públicas, resultando em milhões de dólares roubados do governo argentino", alega Rubio. O secretário de Estado acrescenta que Cristina e De Vido minaram "a confiança do povo argentino e dos investidores no futuro" do país sul-americano.
Milei, a quem o presidente dos EUA, Donald Trump, chama de "amigo", compartilhou a declaração na rede social X. "CHE Cristina... Fim", escreveu o líder argentino ao compartilhar a declaração de Rubio, zombando das críticas habituais da ex-presidente contra o governo, que geralmente começam com "Che Milei" [Companheiro Milei].
Cristina, por sua vez, se defendeu das acusações e criticou o governo de Javier Milei, convocando um protesto para a próxima segunda-feira. "Você sozinho não consegue produzir gasolina suficiente... nem na economia nem na política. É por isso que você está pedindo ajuda ao Fundo Monetário Internacional e a Trump... É BEM NOTÁVEL, MILEI!", afirmou. "No dia 24 de março, todos marcham."