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No final da semana passada, o governo anunciou a isenção de impostos de importação para 9 produtos essenciais — incluindo carne e café — com o objetivo de reduzir os preços por aqui. Agora, a grande pergunta que o mercado (e o supermercado) está se fazendo é qual vai ser o real impacto para o consumidor.
A realidade é que ele deve ser diferente para cada produto, a depender da representatividade da importação no consumo de cada um deles — se tem muita produção interna, o impacto é menor.
Carnes bovinas: O impacto deve ser pequeno. Para se ter uma ideia, o país importou 40 milhões de kg no ano passado, enquanto exportou 2,9 milhões de toneladas.
Café: O Brasil é o maior produtor do mundo, e o consumo interno é praticamente todo atendido pela produção nacional.
Pão: A medida pode deixar o pão mais barato, já que o trigo é o principal insumo consumido pelos brasileiros, sendo exportado de países como a Argentina.
No fim das contas, fato é que os produtos importados, que geralmente são mais caros — e muitos até vistos como “premium” — devem baratear agora. Isso inclui uma carne argentina um café asiático ou um pão da França.
Falando em preço dos alimentos e impostos… Deu o que falar. Nessa última semana, seguindo o objetivo do Lula de tentar frear a inflação de alimentos, deputados do PT enviaram um ofício para o governador de SP, Tarcísio de Freitas, pedindo a isenção do ICMS — principal imposto estadual — para produtos da cesta básica.
No sábado, o Tarcísio postou um vídeo afirmando que itens como arroz, feijão, farinha de trigo, frutas já são isentos de ICMS em SP. Nas palavras do governador: “não é importante só abaixar o imposto de importação, mas também fazer o dever de casa.”