Uma ação conjunta entre o Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil e a Força Tática da Polícia Militar, em diferentes pontos de Marília, resultou nesta terça-feira (18) na apreensão de bebidas alcoólicas sem comprovação fiscal e drogas. A operação, denominada Adega, teve como alvos comércios que vendiam bebidas destiladas de forma irregular. Em diligências no Camelódromo, os policiais localizaram um box onde era vendida uma grande quantidade de bebidas alcoólicas, incluindo uísques, licores, vodcas e tequilas, todas sem o selo de controle do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O proprietário do estabelecimento, um homem de 56 anos, foi detido e encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ). Ele alegou que adquiria os produtos em promoções, inclusive na cidade de Guaíra (PR), e não sabia da obrigatoriedade do selo fiscal.
O comerciante foi autuado por crime contra a ordem tributária, com pena prevista de seis meses a dois anos de reclusão. Após pagar fiança de R$ 1.518, foi liberado. A operação também incluiu uma adega no bairro Jânio Quadros (zona norte). No local, os agentes apreenderam diversas garrafas de bebidas destiladas, R$ 3.898 em dinheiro e porções de drogas. O responsável pelo estabelecimento, um jovem de 23 anos, afirmou desconhecer irregularidade nos produtos vendidos. Ele disse que revendia as bebidas em copos e que os entorpecentes encontrados eram para consumo próprio. No entanto, diante dos indícios de crime, foi preso por infração à ordem tributária e tráfico de drogas.
Ele segue à disposição da Justiça. Em outra adega, no bairro Palmital, os policiais localizaram um tambor plástico com cerca de 100 litros de um líquido rosa, que seria uma mistura de diferentes bebidas alcoólicas e outros ingredientes. O produto, caseiro, seria oferecido aos frequentadores em copos. O responsável, de 25 anos, relatou que vendia o produto fracionado e com gelo. Ele foi conduzido à CPJ e autuado por crime contra a ordem tributária. O delegado responsável pela operação estipulou fiança de R$ 1.518. O homem pagou e vai responder em liberdade.