O chapeiro David Gustavo Mariano, de 30 anos, foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (24), acusado de matar o colombiano Juan José Garcia Rivera, de 26 anos, que tinha ido até a residência do autor, no bairro Maracá II (zona norte), efetuar a cobrança de uma dívida. A vítima sofreu aproximadamente oito golpes de canivete e morreu no local. De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, a primeira informação era que o colombiano teria ido até a residência do chapeiro cobrar uma dívida, armado com uma faca, mas as diligências teriam revelado outra dinâmica para o crime.
O titular da DIG revelou que a vítima seria integrante de um grupo de agiotas, que supostamente emprestava dinheiro e cobrava juros. “É certo que ele foi lá para cobrar a vítima, tiveram o entrevero e aconteceu o crime. Não configurou legítima defesa e ele foi autuado por homicídio”, afirmou Sampaio. O chapeiro teria dito para os policiais civis que a dívida era de R$ 1,2 mil e que a vítima ia quase diariamente cobrá-lo. “Os dois estavam em um sofá e, em determinado momento, ele teria se aproveitado para dar o mataleão na vítima e as facadas. Ele ainda teria ficado em cima da vítima, até perceber que já não se mexia. Levado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), Mariano foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e emboscada. O acusado contou que conheceu a vítima em seu trabalho, quando deixou alguns cartões, oferecendo empréstimo. O chapeiro pegou R$ 1,2 mil de empréstimo e pagaria R$ 60 por dia, durante 20 dias, totalizando R$200 a mais do que havia emprestado. David Gustavo Mariano começou a pagar as primeiras parcelas diárias, mas após alguns dias não conseguiu mais, então, teria passado a receber supostas ameaças de morte. Conforme a polícia, o homem disse que temia pela segurança de sua família, já que na sexta-feira (21), a vítima teria dito que mataria Mariano e seus familiares, caso não pagasse o que devia. Não suportando a situação, o autor teria armado uma emboscada para o colombiano, dizendo que pagaria o que devia. Para criar coragem, confessou aos policiais civis que teria feito uso de cocaína. Ainda de acordo com a polícia, a vítima entrou no imóvel e passou a pressionar o acusado para o pagamento.
Revoltado com a situação, Mariano então teria se armado com o canivete e dado o mata-leão com o braço esquerdo pressionando o pescoço do colombiano. Com a mão direita, passou a golpear Rivera. Mesmo esfaqueado, o acusado então teria continuado a apertar o pescoço do colombiano por 20 ou 30 minutos. Seu objetivo seria desfalecer a vítima, já que seu filho estava na casa. O medo seria de soltar Rivera e ele fazer mal à criança. Mariano teria ligado para a Polícia Militar, solicitando a presença de uma viatura, comunicando sobre o crime, mas inicialmente alegando legítima defesa. David Gustavo Mariano foi preso em flagrante e aguarda audiência de custódia, que aconteceu nesta terça-feira (25). Este foi o segundo homicídio do ano em Marília. O primeiro assassinato de 2025 havia sido registrado na sexta-feira (21), na frente de uma adega, no Jardim Nacional, zona sul de Marília.