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Uma mulher e seu filho de 16 anos afirmam ter sido brutalmente agredidos na noite de 15 de fevereiro, no Jardim Vitória, zona sul de Marília, após uma discussão sobre o volume de música. A vítima, que preferiu não se identificar, contou que o caso foi registrado como lesão corporal, mas, segundo ela, as agressões foram tão graves que poderiam ser classificadas como tentativa de homicídio.
De acordo com a mulher, ela e o filho estavam sentados em frente à própria casa quando dois casais de vizinhos começaram a xingá-los e ameaçá-los, acusando-os de ter chamado a polícia para reclamar do som alto. Ainda segundo a versão da vítima, mesmo após negarem a acusação e a chegada de uma viatura policial, que determinou a redução do volume, as ameaças continuaram. A mulher relata que a situação piorou depois que os policiais deixaram o local. Segundo ela, os vizinhos invadiram sua casa, espancaram o adolescente até ele desmaiar com chutes na cabeça e a agrediram. Ela afirma que foi contida pelas esposas dos agressores enquanto tentava defender o filho. “Eles arrombaram minha casa, desmaiaram meu filho e continuaram chutando sua cabeça, mesmo ele estando desacordado no chão. Enquanto isso, as mulheres me seguravam para que eu não pudesse fazer nada. Os agressores são homens adultos, com mais de 1,80 metro de altura e cerca de 100 quilos. Eles atacaram meu filho de forma covarde. Bater em uma criança? Isso não é coisa de homem, é coisa de criminoso”, desabafou a mulher. A Polícia Civil investiga o caso, e os envolvidos devem ser chamados para prestar depoimento nos próximos dias na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília.
A vítima relata viver com medo dentro da própria casa. “Enquanto eu, que fui vítima, passo por momentos terríveis de saúde, eles continuam aproveitando a vida, como se nada tivesse acontecido. Nós sofremos um ato brutal de violência. Eles arrombaram minha casa com a intenção de nos matar, inclusive meus pais idosos”, finalizou a mulher. O advogado de um dos envolvidos no caso, contestou as informações divulgadas. Segundo ele, há distorções na versão apresentada. “A informação sobre o ‘som alto’ não condiz com a realidade dos fatos, e é importante destacar que já foi concluída a fase inquisitorial, tendo o processo se transformado em um Termo Circunstanciado (TC)”. Para o defensor, “a verdade será devidamente provada, uma vez que a perícia realizada no local do incidente não constatou qualquer indício de arrombamento. Além disso, a perícia não encontrou lesões na cabeça, conforme informado pela vítima, o que também está em desacordo com os fatos apurados.”