Por muito tempo, a tuberculose foi considerada uma das principais causas de morte ao redor do mundo. Para se ter uma ideia, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas tenham morrido em decorrência da doença entre os anos de 1700 e 1900. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as coisas melhoraram. No entanto, engana-se quem pensa que se trata de uma “doença do passado”.
Segundo a OMS, mais de 1 milhão de pessoas ainda morrem todos os anos por consequências da condição. Inclusive, hoje é o “Dia Mundial de Combate à Tuberculose”. Contextualizando…
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos também. A transmissão ocorre pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, espalhando micro-organismos no ambiente.
Os sintomas incluem tosse persistente, febre, suores noturnos e perda de peso, podendo evoluir para complicações graves se a doença não for tratada. O diagnóstico é feito por exames de escarro, testes de imagem e laboratoriais, enquanto o tratamento envolve o uso de antibióticos. Para se prevenir, é essencial evitar a exposição prolongada a locais fechados e mal ventilados onde há casos da doença. Além disso, ambientes com boa circulação de ar e iluminação natural reduzem o risco de transmissão.
Por exemplo, os locais com a maior prevalência de tuberculose no Brasil são os presídios, onde frequentemente há superlotações e condições ruins de higiene.
Outra medida essencial para se prevenir é a vacinação com BCG, aplicada em recém-nascidos. O imunizante oferece proteção parcial, especialmente contra formas graves da doença.
Tenho tuberculose, e agora?
O tratamento é essencial para a cura e dura, no mínimo, seis meses com antibióticos específicos. Nesse caso, vale lembrar que interromper a medicação pode levar à resistência da bactéria, tornando a doença mais difícil de tratar.
Além disso, manter uma alimentação equilibrada e seguir as orientações médicas ajuda na recuperação. A boa notícia é: Com adesão correta ao tratamento, a tuberculose tem cura e o risco de transmissão desaparece completamente.